Fundo de investimentos da SoftBank perdeu quase 2 trilhões de ienes

Antes do impacto do coronavírus e da queda do WeWork, Masayoshi Son se mostrou animado em relação ao primeiro fundo do SoftBank, pela incrível arrecadação de US$ 100 bilhões, e até demonstrou interesse em criar novos fundos no futuro.

No entanto, ao finalizar o ano fiscal, o SoftBank apresentou ao mundo o resultado de seu primeiro fundo de investimento: 1,9 trilhões de ienes haviam sido perdidos. Essa perda foi um recorde na história da empresa.

 

Quando comparado com o ano anterior, vemos o tamanho do desastre: foram 6% negativo em 2019 contra 62% positivo em 2018.

 

Mesmo com o resultado negativo, a empresa continuará realizando investimentos em startups. Para isso, irá usar o própria dinheiro, além de ter mais cautela em relação às suas escolhas. Sobre os investimentos, Son apontou que “15 empresas do fundo podem falir, mas outras 15 podem prosperar”.

 

Outra medida importante exposta por Son é a remoção de Jack Ma do conselho da SoftBank, após 13 de atuação. Além disso, continuou Son, por conta da forma como irá operar, é provável que o SoftBank não pague dividendos este ano.

 

Para tentar recuperar parte do prejuízo, o SoftBank está se preparando para os desafios que estão por vir. A equipe da empresa está trabalhando em estratégias para embasar seu balanço, assim como justificar o preço de suas ações. O objetivo principal é vender cerca de 4,5 trilhões de ienes em ativos.

 

Além disso, a empresa está realizando contratos para vender ações, levantando US$ 11,5 bilhões somente com frações de sua participação na Alibaba. Da mesma forma, está procurando fechar um acordo com a T-Mobile US Inc., onde US$ 20 bilhões das ações do SoftBank serão vendidas.

 

Há indícios de que a empresa está planejando vender ainda mais ações a outros investidores, onde manteria uma participação menor em si mesma. Porém, todas essas vendas não são sem motivos: o SoftBank planeja gastar 500 bilhões de ienes para recomprar ações até março do ano que vem. Essa notícia fez com que o valor das ações da empresa subissem 75% em relação a baixa de março.

 

Quando questionado acerca dos investimento em startups, Son disse que “a situação é extremamente difícil, nossos unicórnios caíram neste súbito desfiladeiro de coronavírus. Mas alguns deles usarão essa crise para criar asas.”

 

O raciocínio por trás dessa frase é simples: a crise servirá para selecionar as melhores empresas. Son tem uma fé cega no poder de crescimento das startups em que investe, e isso pode torná-lo um gênio incompreendido ou uma pessoa com baixa percepção da realidade.